O que realmente significa a junção dos ministérios para o meio ambiente??
Muito se falou nas semanas que sucederam o pleito eleitoral no Brasil da fusão de ministérios que está prevista para ocorrer no governo do presidente eleito. Especulações de diversas categorias e seus representantes, em grande parte delas em tom negativo e de repúdio, buscam alertar para todo o mal que isso pode gerar ao setor de meio ambiente em particular (isso sem citar os outros ministérios que também passarão por modificações).
Verdade é que essa integração ainda não está fechada e pode sofrer mais um recuo a somar-se aos outros que o novo presidente já demonstrou.

Em particular no nosso País, que têm biodiversidade incomparável a qualquer outra nação no mundo, mais que um mero espectador da rotina nacional o meio ambiente é um partícipe ativo da vida em conjunto.
Dono de cinco regiões com área continental, de diversidade climática e vegetativa única, nossas florestas geram alimentos, insumos para medicamentos e matéria prima produtiva fonte de trabalho, daí a necessidade de se ter toda cautela ao trabalhar essa questão.
As águas dos rios abastecem e irrigam a terra, de importância imensurável para a agricultura.
Teóricos mais aprofundados no tema e também ex integrantes da pasta de meio ambiente em governos passados já se manifestaram em um artigo intitulado “Não podemos desembarcar do mundo” , onde citam necessidades vitais para a evolução do Ministério do Meio ambiente, juntamente a Instituições ambientais como Ibama e ICMBio, além da permanência do Brasil em acordos que trazem representatividade ao País em decisões que considerem a sustentabilidade mundial.
“Não podemos desembarcar do mundo” , onde citam necessidades vitais para a evolução do Ministério do Meio ambiente
Na visão desses especialistas, o Brasil entraria em um processo involutivo, onde tudo que se conquistou durante governos passados, medidas e leis e prol do meio ambiente estariam sendo desconsiderados a favor de interesses ainda obscuros, que não dão a devida importância a terra e tudo envolvido por ela.
Afora isso, seria vivenciado na pele também a perda de representatividade no cenário internacional, já que se apresenta uma situação que vai no rumo contrário das grandes economias e nações preocupadas em desenvolver sociedades mais sustentáveis.
Por parte do governo, já demonstrando sinais de suas prioridades e medidas que serão tomadas, nota-se ainda que disfarçada uma certa priorização ao latifundiário, apresentando-lhe argumentos e meios para desenvolver sua terra – que é verdade, tem extrema importância no mercado nacional e internacional e para a prosperidade do país – e protege-la, em detrimento das políticas protecionistas da terra e de quem nela vive e tira os itens de sua necessidade.
Para quem acompanha externamente, com um olhar menos apurado, fica o desejo de que o País consiga se reerguer sem atropelar métodos legais e possa proteger seu povo, suas terras e aprofundar ainda mais mecanismos que protegem o meio ambiente e sua biodiversidade e elevam o potencial benéfico que o controle e boa gestão podem trazer!

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